quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Conflitos geracionais






Os velhos.

Na província…Claro, os senhores sabem mais; como poderíamos nós competir convosco? Vocês vêm tomar o nosso lugar. No meu tempo também um humoralista como Hoffman, um Brown com o seu vitalismo pareciam muito ridículos, mas também deram brado. Um dos novos já substituiu Radmacher, e vocês admiram-no, mas dentro de vinte anos, talvez, também dele se rirão.

p.129.


Os novos.

Eu agora não sou já aquele rapazinho arrogante que era quando aqui cheguei – continuou Arkádi. – Não foi em vão que já fiz vinte e três anos; continuo a desejar ser útil, desejo consagrar todas as minhas forças à verdade; mas já não procuro os meus ideais onde antes os procurava; apresentam-se-me agora…muito mais próximos.
Até agora não me compreendia a mim mesmo, atribuía-me tarefas que estavam acima das minhas forças…Os meus olhos abriram-se recentemente graças a um sentimento…Não me exprimo muito claramente, mas espero que me compreenda.

p.192.


I.Turguéniev, Pais e Filhos.


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