terça-feira, 12 de novembro de 2013

Diálogos a acompanhar


Na passada quinta-feira, no DN, Manuel Maria Carrilho pedia que se 'mudasse de lentes' no olhar sobre a crise, nas soluções, conceitos, autores, áreas disciplinares a ter em conta para a sua superação. Em concreto, criticava a 'corporação' economista e apontava autores como John Rawls, Amartya Sen ou Esther Duflo e, em especial, o conceito de 'capabilidades' do segundo dos mencionados ensaístas, como carecendo de revisitação e atenção plena.
No Sábado, no suplemento económico, Dinheiro Vivo, do mesmo jornal, Ricardo Reis principiaria por notar uma contradição, ou paradoxo, no pensamento exposto no texto de Carrilho: a crítica, genérica, ao papel dos economistas na crise desembocava, afinal, no resgate de profissionais de tal metier - Sen ou Duflo - para a sua resolução. O argumento pode, no entanto, ser rebatido: Carrilho dirá, não sem razão, que um autor como Amartya Sen ultrapassa, e muito, as fronteiras disciplinares da economia. Estaremos, mesmo, para muitos, em presença, sobretudo, de um filósofo (entre nós, Henrique Raposo costumava chamar-lhe 'o Kant do séc.XXI').
 
 

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