quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Política local


O excesso de ansiedade mostra-se mau conselheiro. Uma semana após a tomada de posse dos novos eleitos, gritos e ranger de dentes são, manifestamente, exagerados e injustificados (injustificáveis).
Um período de estado de graça deve conceder-se, senão por convicção – dever-ser –, pelo menos por convenção – a democracia bem carece dessa obediência a regras não escritas.
Não há, já se sabe, detentores naturais do poder, pelo que resta, a quem pretender inflectir os resultados obtidos, um caminho de estudo, de investigação, de conhecimento, de preparação, de equipas credíveis, de proposta.
Começar, ao oitavo dia, num guerra sem sentido nem utilidade é, ainda, pouco abonatório, em especial, para quem é olhado como constituindo alguma reserva (positiva) na intervenção pública.
E, ademais, nem se vislumbra que o eleitorado conservador aprecie tal infantilismo de actuação. Vai ser preciso bem mais do que artigos-birras nervosos/irritados – e irritantes – para construir alguma coisa.


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