domingo, 19 de janeiro de 2014

O bom atestado


Marcelo Rebelo de Sousa, a julgar pelos excertos e interpretação dos mesmos (interpretação, que, como sabemos, infelizmente, tende a não assentar, apenas, no juízo do próprio jornalista e, não raro, lhe é soprada pela gente dos partidos que fornece a notícia), da moção de Passos Coelho, no caminho para novo mandato na liderança do PSD, dados a conhecer pelos jornais do fim-de-semana, é zurzido e deixado sem apoio do PSD em uma eventual candidatura à Presidência da República. A acusação principal feita pelo líder do PSD: “declarações erráticas”, “catavento de opiniões”.
Se, por um lado, bastaria recorrermos a alguns vídeos que compilam afirmações/promessas do candidato Passos Coelho, antes das últimas legislativas, para compreendermos, face ao que têm sido as suas políticas, o pudor que deveria ser observado durante um significativo período de nojo na utilização, face a outros, e como arma de arremesso, de expressões como “catavento de opiniões”; por outro, sabemos, por exemplo, o que é, para a liderança deste governo, um percurso não errático: José Luís Arnaut, poderia personifica-lo, tendo estado em todas as privatizações, sempre a direito, portanto.
Raramente Marcelo Rebelo de Sousa terá recebido tão bom atestado, dada a proveniência do mesmo.


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