terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Os meus dias (III)


E perguntou-me onde se conseguia comprar daqueles livros. Vi-a surpreendida e entusiasmada, já me tinha dito antes, aliás, que coisas novas ali aprendia, e de novo a apanhei com o simples nome livraria.
Não são, apenas, nem sobretudo, os muito bons (todo o terreno) que dão sentido ao dia. Porque, esses, são-no connosco, ou sem nós – embora, ainda aí, tenhamos a derradeira esperança de potenciar o que a fortuna natural deixou. São os outros, que só ali despertam, aqueles a quem fazemos vibrar a corda interior da curiosidade que fazem jus ao brio da selecta preparada com pundonor.
Uma ida, renovada, à livraria, o livro como objecto sedutor, a capacidade de contrariar a máxima de que a vida não está nos livros? Valeu.


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