sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

E a beleza, onde fica?


E a procura da beleza, onde fica?


A beleza não é a da forma. Mais importante do que a forma é a não-forma, mais importante do que o mundo é o anti-mundo. Ou seja, é tão importante o visível como o invisível, e as palavras, tal como as esculturas, apresentam-nos uma porta de acesso ao invisível. Uma escultura não é bela pela sua forma, mas é bela pelo mundo invisível a que abre as portas. Tal como a leitura. Quando uma criança é estimulada a ler um livro, não é pela beleza das palavras, mas pelo acesso ao mundo invisível. Os dois mundos, visível e invisível, são tão importantes um como o outro. Acontece que há pessoas que só têm acesso ao mundo visível, e isso é pouco. São pessoas que só veem o que está à frente delas. E a procura da beleza tem a ver com aquilo que está noutro plano e que não se vê


Alexandra CARITA, (entrevista) Rui CHAFES, A Religião do Ferro, Expresso. Atual, 08. 02. 2014, 6-11.


Sem comentários:

Enviar um comentário