sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Empatia (II)


Há inquéritos, realizados, nomeadamente, nos EUA, através dos quais se chega à conclusão de que uma boa parte de jovens médicos vêm a sua empatia pelos pacientes declinar ao longo da sua aprendizagem (50%). Não se peça tudo, porém, a estes profissionais de saúde: “o preço de se ser demasiado empático é ter pensamentos perturbadores, intrusivos, que competem pela atenção com os imperativos clínicos” (p.140); o ideal seria, por certo, o mesclar de um foco aberto com um outro muito atento aos sentimentos e emoções dos pacientes. Diferentemente do que sucede, por exemplo, em Portugal, na América do Norte são as faculdades de medicina a admitirem os alunos e não poucos reitores buscam, nos nossos dias, localizar os alunos que terão uma preocupação empática com os doentes. O agir com cuidado e compaixão, olhar nos olhos do paciente, o atender às suas emoções, activa, inclusive, no humano médico um sentimento de conforto emocional que lhe poderá, mesmo, ser útil no refrear do desgaste que horas imensas de trabalho podem causar (Goleman, 2014, p.143/144).


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