domingo, 23 de fevereiro de 2014

Inferno e a tarefa de uma vida





Não li (ainda) As cidades invisíveis, de Italo Calvino. Mas fixei, do breve excerto escolhido por Nuccio Ordine, em A utilidade do inútil (versão castelhana), a bela exortação de um personagem daquele enredo a considerarmos o inferno no aquém, realidade já manifesta, mas a nele sabermos distinguir o que e quem no inferno, não são inferno. E a esses dar-lhes espaço e fazê-los durar. Tarefa de uma vida, de facto.
Também há quem aceite o inferno e acabe por se (con)fundir com ele, deixando de ver que ele existe, adverte o sábio personagem.


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