quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Livraria (II)


Uma entrevista ao fim da tarde na livraria. Continuação.


Por um lado, a cultura do fragmentário: as pessoas vêem pequenas coisas num blog, um tweet, num site e vêm cá. Não é, necessariamente, mau; pelo contrário A internet tem essa capacidade de trazer cá pessoas. Só que, não poucas vezes, pelos excertos, pelos pequenos textos, pelos apontamentos recolhidos, na net se ficam. E aí perdemos público, ou, pelo menos, não chegamos ao público a que podíamos aceder. Por outro, a cultura do provisório: tenho que escrever sobre isto, venho buscar um livro acerca de; tenho este sub-tema, que esquema tem aí para me oferecer (?). E não se vem, ou não se vem suficientemente, à livraria porque sim, pela utilidade do inútil, para construir um caminho pessoal próprio, que não tenha a ver com o momentâneo, o específico.


Sem comentários:

Enviar um comentário