terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Noite de campeões







1.Não deixe de gravar o jogo de logo: o City-Barça promete, nada menos, ser um dos jogos da década. Vai apetecer rever.

2.Enquanto isso, uma olhadela especial ao campeão europeu, o Bayern de Munique, seguindo a excelente reportagem (de Uli Hesse e Oliver Trust), de 17 páginas, da edição de Fevereiro da Quatro quatro dois:

- O Bayern é, simultaneamente, o clube mais popular e mais odiado da Alemanha;

- Pode dividir-se o Bayern em duas estruturas principais: o Bayern (clube propriamente dito), cujo presidente é Uli Hoeness, e o Bayern Munique S.A., cujo presidente é Karl-Heinz Rummenige. É este ‘último’ Bayern que é treinado por Pep Guardiola;

- 18% do Bayern S.A é detido pela Adidas e pela Audi; o restante, pelo clube;

- Na nomenclatura usada pelo clube, Rummenige é o director-geral; Mathias Sammer o director desportivo e Jorg Wacker o Administrador Executivo;

- Em 1979, a bilheteira representava 85% das receitas do clube; hoje, representa 15%;

- O clube assume, numa das vertentes, uma dimensão familiar e treina-se numa zona de classe média, no centro de Munique. Os treinos, contrariamente aos de outros colossos europeus, não são sempre à porta fechada;

-O clube é eclético, oferecendo desportos como o bowling ou o xadrez aos seus 223.985 sócios;

-O clube é detestado por muito do público do futebol, na Alemanha, por ir buscar vários jogadores a concorrentes internos – um modo de os enfraquecer, segundo os críticos. A maneira como, recentemente, foram contratados Gotze e Lewandowsky não contribuiu para a melhoria da imagem dos bávaros;

-A reportagem da quatro quatro dois leva-nos a um derby de Munique. Bayern vs 1860 Munique. Em reservas. Quarta divisão. Estádio esgotado. Jogo interrompido várias vezes pelo árbitro por causa das bombas de fumo;

-Dentro de quatro anos, o Bayern ficará, segundo as estimativas, sem passivo;

-O quadro para o Bayern prosperar desportivamente, no contexto da imposição do fair-play financeiro, está à vista;

-Clube habitualmente comedido nos gastos, foi após o bis do Dortmund na Bundesliga que o clube da Baviera decidiu investir com maior intensidade. Javi Martinez, do Bilbau, tinha uma cláusula de rescisão de 40 milhões, que foi batida: valeu a pena, diz, hoje, o presidente dos de Munique. O passe de Gotze ficou perto dos 30 milhões;

-A revista desportiva confirma a revista generalista: corrobora-se, nesta reportagem, o que a Der Spiegel avançara: foi Guardiola que se ofereceu ao Bayern;

-Em discurso directo, o treinador surge a dizer que Philipp Lahm foi o jogador mais inteligente que já treinou, ele que o colocou a médio centro, quando estávamos perante um especialista nas laterais;

-O passivo do Bayern está, muito, vinculado à construção do Allianz Arena;
-Allianz, companhia de seguros, onde Franz Beckenbauer recebeu formação na década de 1960, para se tornar seu representante;

- Beckenbauer é o presidente honorário do clube, as suas opiniões muito comentadas no exterior, mas visto como pouco coerente, em matéria opinativa, na Alemanha. Hoeness, por seu turno, vai a julgamento, por evasão fiscal, já em Março, em um processo que pode, de algum modo, desestabilizar os campeões europeus;

- O Bild aparece como jornal próximo do clube, no qual vários colunistas são ou foram destacados jogadores do Bayern;

-Rummenige é, também, presidente da Associação de Clubes Europeus;


-151 clubes europeus votaram favoravelmente a implementação do fair-play financeiro.


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