quinta-feira, 6 de março de 2014

Breves


1.Vítor Bento ligou, ontem, na sic notícias, a tensão na Ucrânia com o tipo de saída do programa de assistência financeira, por parte de Portugal: qualquer tipo de conflito teria consequências financeiras substanciais, pelo que, até desse ponto de vista, o cautelar seria preferível a uma exposição pura e dura às forças do mercado. Bento insiste num imposto sobre levantamentos (mais de 300 milhões perderá, anualmente, o sistema bancário, por esta via, compensando, depois, em comissões, esta perda).

2.Sampaio da Nóvoa fala, no mesmo canal, num produtivismo sem sentido nas universidades portuguesas, com artigos sobre artigos de modo caótico a serem escritos, para cumprir obrigação contratual, com o auto-plágio a surgir, incessantemente.

3.O debate quinzenal na Assembleia da República é de um vazio confrangedor: quero negociar contigo, não não queres, estou a dizer-te que sim, eu bem sei que isso é falso…há um incidente que não lembra a ninguém que se transforma na única notícia. No pasa nada. Zero.


4.Francisco Assis, esta noite, na apresentação da sua candidatura ao Parlamento Europeu, faz a defesa do passado dos governos socialistas como Seguro nunca fizera. A dicotomia entre os que nos trouxeram aqui e os que nos libertaram (?) daqui é de um simplismo bacoco (além de duvidosa honestidade intelectual), mas a sugestão do binómio entre defensores do status quo face aos que têm vontade de mudar convenhamos que carece de muita concretização e é poucochinho como enunciação programática para as europeias.


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