quarta-feira, 5 de março de 2014

I Guerra Mundial: houve entusiasmo das populações, com a eclosão do conflito?





Julgo que é das ideias que, a propósito da I Guerra Mundial, mais vezes se difunde - ainda esta noite Nuno Rogeiro o fez, na Sic Notícias, a propósito da actual situação na Ucrânia e de semelhanças com há cem anos, mas não faltam manuais de história e documentários onde tal é dito - e que, por exemplo, na obra de Margaret MacMillan é contrariada: segundo esta historiadora, não houve alegria, em 1914, com a emergência da Guerra.


As fotografias onde se veem multidões entusiasmadas induzem em erro. A eclosão da guerra apanhou a maior parte dos europeus de surpresa e a sua reacção inicial foi de incredulidade e choque. Tinham-se habituado à paz; o século que decorrera desde as Guerras Napoleónicas fora o mais pacífico que a Europa conhecera desde o Império Romano. Era verdade que houvera guerras, mas tinham-se passado em colónias longínquas, como as guerras contra os zulus, na África Austral, na periferia da Europa, como a Guerra da Crimeia, ou haviam-se resumido a episódios curtos e decisivos como a Guerra Franco-Prussiana (p.24)

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