quarta-feira, 5 de março de 2014

I Guerra Mundial


Marcha para a frente

Mais de 9 milhões de soldados mortos, 15 milhões de feridos, cidades, como Lovaina ou Reims, destruídas. Combates no Norte de Itália, Médio Oriente, Cáucaso, Extremo Oriente, Pacífico e África. Soldados de todo o mundo enviados para a Europa: vieram da Índia, Canadá, Nova Zelândia, Austrália, Argélia, África subsariana. China e Japão ajudaram ao abastecimento das trincheiras e à patrulha das águas. Morreram 114 mil soldados norte-americanos. Quatro grandes impérios foram destruídos, entre 1914-1918: Rússia, Alemanha, Áustria-Hungria, Império Otomano. "Mais fraca e mais pobre, a Europa deixou de ser senhora incontestável do mundo" (MacMillan, 2014, p.21). E, como a política tem horror ao vazio, sabemos, hoje, que "a Grande Guerra não foi o catalisador da ascensão da superpotência ocidental - que já estava a ocorrer - mas acelerou a chegada do século da América" (Ibidem). Nas colónias, movimentos nacionalistas agitam-se, na Europa surge uma epidemia de gripe que mata 20 milhões de pessoas, por todo o mundo. A economia ficou exangue. Doenças que se julgavam erradicadas regressaram. Há órfãos e viúvas para atender, combatentes psicologicamente derrotados e granadas, às toneladas, que se mantém nos campos até hoje.
Desde o assassinato do arquiduque Francisco Fernando (a 28 de Junho), herdeiro do trono da Áustria-Hungria, até ao início do conflito, mediaram cinco semanas (4 de Agosto). Adeus séc.XIX da crença na Razão, no Progresso, no Futuro, na Bondade humana.
Foi há 100 anos (começou no Verão de 1914).


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