sábado, 1 de março de 2014

Na demanda do bom professor (II)


Se um dos atributos das clássicas profissões consistia em não poderem ser objecto - as acções tributárias destas - de compra e venda, não menos incisivo é o (auto) questionamento que um professor – e, se quisermos, em particular o professor que contende, nos seus ensinamentos, com conteúdos acerca da ética – pode, a este propósito, empreender. Em realidade, uma das interrogações maiores que George Steiner (2011) introduz, ao longo de As lições dos mestres, prende-se, recordemo-lo brevemente neste blog, com a remuneração da revelação - acometida ao Professor. Se ao Mestre, em especial o das Humanidades, foi dado o acesso a verdades últimas, a uma sabedoria acerca do mundo e das coisas, como ter prémio por as revelar? "Como é possível pagar pela transmissão de sabedoria, de conhecimento, de doutrina ética ou de conceitos de lógica?" (Steiner, 2011, p.27)


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