sábado, 1 de março de 2014

Na demanda do bom professor (III)


Em matéria de riquezas, já Pico della Mirandolla alertara que não eram estas que mais relevavam no que à (sublimidade da) dignidade da pessoa humana concerne, mas, antes, no absoluto respeito e praxis conforme a esta, a procura, por parte de todos e de cada um, da causa das coisas, do sentido do Universo, dos desígnios de Deus (Ordine, 2013).
O bom professor, guardião e transmissor da cultura acumulada durante gerações, sensível perscrutador dos (mais recentes) contributos aduzidos pelas jovens gerações, profissional actualizadíssimo, imbuído da curiositas que é divinitas no humano (Ordine, 2013), que recusará o uso rotineiro do Manual e não improvisará na preparação das aulas, terá três características absolutamente determinantes: a) será um expert na matéria que lecciona; b) será um especialista na técnica didáctica relacionada com a sua especialidade (utilizará, pois, métodos didácticos que forneçam efectiva aprendizagem, sabendo motivar - verbo não sinónimo de divertir -, sendo a escola local de trabalho; é verdade que há um lado teatral na sala de aula, mas o professor deve estar consciente que a(s) vontade(s) para o teatro propriamente dito, ou para a entrada em uma sala de aula não são exactamente as mesmas; o investimento no recurso às novas tecnologias de informação e comunicação (TIC), com o móbil da eficácia na transmissão da cultura, faz parte de um novo projecto da Fundação Calouste Gulbenkian, pilotado pelo ex-ministro da Educação, Eduardo Marçal Grilo); c) os aspectos éticos farão parte do seu quotidiano


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