terça-feira, 4 de março de 2014

Na demanda do bom professor (VI)






O tópico do pluralismo é, em permanência, atendido por Emílio Navarro, em Ética profissional dos professores, propondo, neste cenário, que o professor não se deixe tentar pelo proselitismo, mas, com honestidade intelectual, exponha a cosmovisão em que se insere (deixando espaço de liberdade e espírito crítico dos formandos). O topoi da concorrência de culturas, suas tensões e o desaguar de momentos críticos em plena sala de aula tem sido alvo de permanentes revisitações – atente-se, eloquentemente, na abordagem cinematográfica de Laurent Cantet, no premiado filme A turma, lá onde, subúrbio parisiense, o choque cultural faz sentir-se até ao paroxismo, exigindo do professor, outrora detentor de autoridade, que a consiga adquirir/ganhar num contexto particularmente difícil. Os conteúdos do labor acometido ao mestre amplificam-se:


“de transmissor competente de saberes científico-culturais, do professor se espera agora que se implique, motive, diagnostique, monitorize, dialogue e resolva problemas – na turma e na escola. No entanto, perante crianças e adolescentes com origens muito diversas, que desafiam saberes e a ordem escolar (adulta), a gestão quotidiana da turma revela-se o nó górdio do investimento – mas também do esgotamento («burn-out») – profissional do professor” (Almeida & Vieira, 2013)


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