terça-feira, 15 de abril de 2014

Das idas ao cinema (III)


Tal como acontecera na guerra civil espanhola, durante a guerra colonial/do ultramar há um cancioneiro popular que surge de novo, por cima de músicas já existentes, cujas letras são alteradas. Assim, os militares portugueses construirão o seu cancioneiro do Niassa (Moçambique), onde se relatarão acontecimentos/sentimentos/ironias dos portugueses ali presentes no final da década de 60/início de 70, do século passado. Por essa altura, a Newsweek assinala que uma das partes de Moçambique é a zona mais minada do mundo, apesar do Vietname (conta João Maria Pinto). Francisco Nicholson afirma que por muito que um certo revisionismo diga o contrário, quem quisesse estar em cena (no teatro) e escrever, naquela altura do século XX português, como era o seu caso, teria que fazer compromissos com o Estado Novo. E há no filme de Margarida Cardoso um retrato do português comum que vai para África e, qual pintor de batalhas, relembra que a guerra nunca se acha nas mil teorias que a pretendem captar, o homem na guerra é demasiado complexo, obscuro, para a academia o poder compreender. Um filme interessante, Natal 71, visando dar a conhecer um país, ilustrar toda uma paisagem a partir do disco homónimo.


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