sexta-feira, 9 de maio de 2014

A escola portuguesa e a mobilidade social


A probabilidade de um filho de um quadro técnico (engenheiro, jurista, professor, etc.) obter uma licenciatura era, em Portugal, nos nascidos antes de 1970, 20 vezes superior à probabilidade de tal suceder com um filho de um trabalhador não qualificado  (empregada doméstica, vendedor ambulante, etc). Para os que nasceram entre 1970 e 1985, isto é, entre aqueles que frequentaram a escola portuguesa nas décadas de 80 e 90 do século passado, essa diferença diminuiu bastante: 7 vezes superior a probabilidade de uma licenciatura entre "uns" filhos e "outros". A média europeia é de "3 vezes" (dados disponibilizados por Frederico Cantante, Nuno Serra, Pedro Abrantes e Renato Miguel do Carmo, em Educação: os avanços num caminho ainda a percorrer, in Estado Social. De todos, para todos, pp.68-69). 

"Contudo, a educação portuguesa continua a ser mais reprodutiva de desigualdades do que outras sociedades europeias, o que parcialmente se pode explicar pelo facto de os desníveis materiais e simbólicos serem ainda muito vincados" (p.69)


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