quinta-feira, 15 de maio de 2014

Almanaque (IV)






Segundo a edição de Maio da National Geographic, em 2050 a Terra terá mais dois mil milhões de bocas para alimentar (o que, às vezes, esquecemos, em uma visão etnocêntrica). E quase 40% do solo livre de gelo no planeta tem uso agrícola.
"A agricultura é um dos factores que mais contribui para o aquecimento global, emitindo mais gases com efeito estufa do que todos os automóveis, camiões, comboios e aviões do mundo. Estas emissões justificam-se pelo metano libertado pelas explorações pecuárias e de orizicultura, pelo óxido de azoto proveniente dos campos adubados e pelo dióxido de carbono resultante do corte de florestas tropicais, na tentativa de descobrir terrenos para a agricultura e criação de gado. A agricultura é o terceiro maior consumidor dos recursos hídricos e é igualmente poluidora, pois as escorrências de adubo e estrume alteram lagos, rios e ecossistemas costeiros em todo o mundo. A agricultura acelera também a perda da biodiversidade. Sempre que destruímos mato ou floresta para criar campos agrícolas, perdemos habitats fundamentais. Por outras palavras, a agricultura é um dos principais factores responsáveis pela extinção da vida selvagem (...) A manterem-se estas tendências, o duplo peso do crescimento demográfico e de um regime alimentar mais rico obrigar-nos-á a duplicar o volume das colheitas até 2050" (Jonathan Foley, NG, edição portuguesa, Maio, 2014, p.11).


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