terça-feira, 13 de maio de 2014

Conselhos Municipais





Há um conjunto de medidas muito fáceis de tomar, em termos políticos (seja qual for o nível de decisão, mormente o local), porque não têm qualquer custo (económico-financeiro), beneficiam causas a que ninguém se opõe, é muito politicamente correcto e não causa qualquer onda. Quando falamos na criação de mais um Conselho Municipal, como cidadão e munícipe, gostava era que me dissessem que benefícios efectivos, práticos, demonstrados aqueles que há anos existem trouxeram para o concelho. Se estão a cumprir a finalidade para que foram criados. Em caso negativo, perceber as causas de tal não estar a suceder. Se o problema, nalgum caso, tem que ver com a liderança política/da tutela - e constatei, em outros anos, como tal se verificava -, então deve agir-se nesse campo; se tem que ver com a regulamentação, que se procedam às reformas necessárias (é por aqui que se está a ir, cumprindo o hábito nacional de achar que tudo se altera por lei); mas, se um Conselho Municipal não traz nada de palpável para uma comunidade, há que ter a coragem de não insistir e não multiplicar fóruns estéreis que não acrescentam nada. 
Todos somos a favor da poupança da energia eléctrica (e podemos ser óptimos em medidas simbólicas nesse âmbito; desligar certas luzes públicas, uma hora, num dado dia), todos somos contra doenças da mais variada espécie (e o poder público pode sinalizar a sua solidariedade), somos todos (ou quase todos) pela igualdade de género e podemos aduzir visibilidade à questão, mas não podemos, constantemente, fazer política com recurso, quase exclusivo, a uma simbologia de bons sentimentos.


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