sábado, 10 de maio de 2014

Debates sobre a educação


De entre as soluções (depois de um meritório retrato da evolução da situação na educação em Portugal, nas últimas décadas, com o destacar de alguns dados pouco referidos relativamente ao tema em apreço: p.ex., o retorno fiscal que triplica nos homens, e duplica nas mulheres, em média, na OCDE, o esforço estatal com a educação destes, agora licenciados, para os quais, de resto, o prémio salarial é especialmente significativo, no que se traduz, também, ao nível da contribuição fiscal), para melhorar o ensino/escola portuguesa, preconizadas pelos autores do ensaio sobre educação publicado em Estado Social. De todos, para todos - a que me referi em anterior post -, vi, com agrado, a defesa de uma maior descentralização (diria, verdadeira aplicação do princípio da subsidariedade), com outra participação das comunidades locais, pais, empresas, poderes públicos, etc., na escola - algo um tanto surpreendente dado que à esquerda as soluções mais centralizadoras são, por vezes, perfilhadas -, não concordei com a visão negativa da publicação dos rankings das escolas - um ponto no qual estou de acordo com David Justino -, sendo certo que o Ministério da Educação tem em conta factores sócio-económicos na avaliação/seriação das escolas, devendo esse ranking ser muito mais publicitado e ser tido em conta e, ponto em que os autores não atentam, a percepção da discrepância entre nota de avaliação interna e nota em exame, em média, em uma escola, adquire aí uma visibilidade que, quem está preocupado com as injustiças (sociais), devia relevar seriamente - e que para nós, como neste blog e noutros fóruns dissemos, é demonstrativo de um non faccere dos poderes públicos absolutamente inaceitável (na semana que passou, foi, finalmente publicado um estudo, onde as consequências daquela decálage, para quem não possui os meios, ou deliberadamente não aceita esse jogo, para colocar os filhos nos colégios certos, ficam bem à vista; curiosamente, nunca, ao longo dos anos, no espectro partidário português, vi preocupação com a questão, da direita à esquerda). Finalmente, se na avaliação as questões de justiça e de preocupação com o sucesso dos alunos devem ser tidas, simultaneamente, em conta, talvez haja algum exagero de engenharia proposto aqui (na maneira como se pensa a turma, ou na avaliação).


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