domingo, 25 de maio de 2014

Marinho Pinto e o nó cego





Marinho Pinto inicia o tempo de antena de rádio a falar em ministros que estão no governo a negociar com empresas privadas e que, em saindo do governo, vão/irão para essas empresas: "há ministros corruptos, como há empresários corruptores". A constatação parece banal, a inserção da dita no tempo de antena ao Parlamento Europeu deslocada, mas haverá sempre quem diga que Marinho é que diz aquilo que os políticos não gostam de ouvir, "diz as verdades", é do povo e coisas que tais. O certo é que para vários eleitores, uns tantos que conheço, é a opção mais à mão para, não votando na coligação (opção que neles seria natural), nem querendo oferecer o voto à oposição/abstenção/branco ou nulo, uma data que ainda não consideram (eleitoralmente) decisiva. Também por aí, o resultado, se desastroso para a coligação, é fraquinho, fraquinho para o PS. E quem conhecerá o nº2 do MPT
Ninguém fala de Rui Tavares, alguém que é conhecedor, interveniente sólido, à esquerda, sobre questões europeias, com obra publicada. Mereceria mais a eleição Marinho Pinto do que Rui Tavares? A pergunta nem colocada é. Na perspectiva de uma primeira volta das legislativas de 2015, o resultado robusto do PCP não parece que tenha qualquer repercussão sobre a futura governação do país: poderá o PS, com aquilo que ainda agora sustentou nesta campanha, aliar-se a um partido que defende a saída de Portugal do Euro, naquela que seria a mudança mais estrutural nas nossas vidas? As pessoas não nota(ra)m grandes diferenças, ainda que existam realmente, entre uma política de "austeridade" e uma política de "austeridade inteligente". Uma espécie de nó cego acompanha-nos nos últimos 3 anos e, eventualmente, só uma redução da dívida, mesmo que por iniciativa de terceiros, nos próximos anos, pode/possa mudar o cenário.


Tweets: Daniel Rosário [jornalista RR]
Extrema-direita arrasa nas europeias em vários países e é arrasada nas presidenciais na Ucrânia
"O PPE reivindica a presidência da Comissão Europeia", afirma @JunckerEU na primeira declaração da noite.
Pedro Magalhães: Aplicando d'Hondt à média das bocas das urnas, o 1-2 do MPT e o 8-9 do PS estão ligados. Mais 1 para um é menos 1 para o outro.

No Público (on-line):
Taxas de participação por país:

Austria – 45%
Bélgica – 90%
Bulgária – 40,2
Croácia – 24,3
Rep Checa – 19,5%
Chipre – 42,4%
Dinamarca – 55%
Estónia – 36,4%
Finlândia – 40,9%
França – 43,5%
Alemanha – 47,9%
Grécia – 57,4%
Hungria – 29,2%
Irlanda – 51,2%
Itália – 60%
Letónia – 30%
Lituânia – 37,3%
Luxemburgo – 90%
Malta – 74,8%
Holanda – 37%
Polónia – 22,7%
Portugal – 34,5%
Roménia – 34,7%
Eslováquia – 13%
Eslovénia – 21%
Espanha – 44,7%
Suécia – 51%
Reino Unido – 36%

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