segunda-feira, 12 de maio de 2014

Media, fim-de-semana




*Neste fim-de-semana, o I publicou texto de Paul Krugman e Thomas Picketty sobre a desigualdade. No Expresso, Clara Ferreira Alves escreveu, também, sobre “o capital no séc.XXI”. Depois de Manuel Maria Carrilho (julgo que posteriormente à edição portuguesa de O preço da desigualdade, onde Stiglitz o havia referenciado e tomado como muito importantes os seus estudos) o ter citado, há meses, no DN (e esta semana, de novo), está, definitivamente, na moda, também entre nós.

*Assisto a mais uma edição do Panorama BBC (na SicNotícias). Esta semana dedicado à “revolução do Papa Francisco”. Muitos lugares comuns, os testemunhos, quase todos, esperados, pouca novidade. Skorka garante, de modo peremptório, que Francisco sabe perfeitamente os riscos que corre; há um vaticanista ouvido na reportagem que nos dá conta de um Bergoglio que também tem uma (menos conhecida) dimensão autoritária e que pode ferver em pouca água; há um líder da comunidade homossexual, em Buenos Aires, que sublinhou, no Cardeal Bergoglio, uma compreensão e um reconhecimento dos direitos dos homossexuais, que contrastava um pouco com a sua imagem pública na Argentina (quando tais direitos se discutiram); há uma testemunha dos anos de ditadura militar na Argentina que agradece ao Cardeal estar ainda viva; e há, finalmente, uma experiência negativa de uma vítima de abusos sexuais, num seminário de Buenos Aires, com o modo como a hierarquia da Igreja e seu máximo responsável, na altura, lidou com o assunto. Em suma, os pontos que mais se destacaram no documentário.

*Fico com grande curiosidade de ver o filme “O Novo Testamento de Jesu Christo segundo João”, de Joaquim Pinto e Nuno Leonel, após ler, no Expresso, os considerandos de José Tolentino de Mendonça sobre este: “um dos objectos mais insólitos do cinema contemporâneo”, apresentado no IndieLisboa, que, assim, será lembrado por muitos anos: “a curiosidade pelo enigma de Jesus, por mais que se diga, é inultrapassável”. Este filme, em concreto, é “diverso de tudo o que antes vimos”. O jogo de presença/ausência de imagens, ao longo do filme, “soará como blasfémia ao consumismo sonâmbulo e sem atropelos que o mercado impõe”. Finalmente, “Luis Miguel Cintra tem aqui um dos momentos mais inesquecíveis da sua monumental carreira”. Em suma, os realizadores deste filme, recordam-nos, com ele, que “o cinema dá a ver o milagre”.


*Depois da Visão, a atenção/foco e Daniel Goleman, esta semana a Sábado (mais robusta reportagem no seu tema, do que a Visão havia trazido sobre diversa problemática; se bem que a edição da Sábado era especial, pelos seus 10 anos) com as novidades sobre aquilo de que os bebés são capazes Alison Gopnik. Para continuar a acompanhar neste blog.

*Passou um pouco despercebida a edição do Conselho de Directores, há algumas semanas, na RR, com Marcelo Rebelo de Sousa, mas com interesse quanto ao seu futuro político. Acertada, desta vez, a provocação de Henrique Monteiro quanto ao adversário que Marcelo mais teme para as presidenciais: António Guterres.



Sem comentários:

Enviar um comentário