domingo, 4 de maio de 2014

Nadir Afonso





A propósito da exposição presente (até Agosto) no Museu da Vila Velha (Vila Real), revisitemos este documentário de Jorge Campos sobre o poeta transmontano (realizado, para a RTP, em 1993).

A passagem de uma pintura objectiva, naturalista ao expressionismo. Mais tarde, o surrealismo e a fixação na pintura abstracta. Uma pintura a três dimensões, com um pensamento espacial, muito próximo da arquitectura (mas como mais liberdade de poesia do que aquela que a arquitectura permite).

Um pintor não é aquele que reproduz uma bonita árvore ou uma bela rapariga ou uma bela natureza morta. Um pintor é aquele que, pode mesmo dizer-se, luta com Deus e reconstrói o mundo segundo a sua própria concepção”. O máximo de impressões num mínimo de meios.

O mais belo espectáculo da minha vida é olhar para um círculo”, Nadir Afonso, face ao aborrecimento de Kant com as formas geométricas. “A obra de arte não é um jogo de significações no objecto; é um jogo de leis e de espaços”. Mas onde estão essas leis? “Estão no espírito do homem? Não, elas estão na natureza (…) A essência da obra de arte está no círculo, no quadrado,

no triângulo. Unicamente, essas formas da natureza, uma vez levadas ao quadro, sofrem uma 2ª lei, a que eu chamo lei da integração e desintegração”.

Flaviense, filho de pai poeta.

Os vencidos da vida e os convencidos da morte. "Eu pinto para perceber a razão porque pinto. A cor, na arte, joga um papel geométrico".


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