sexta-feira, 13 de junho de 2014

Casa arrombada, trancas à porta


Lendo-se a entrevista de Ana Drago ao Público de Domingo (passado), fica-se com a clara sensação de que a ex-deputada do BE será (futura) candidata à liderança dos bloquistas (isto, um dia depois de, ao Expresso, se ter recusado a pronunciar sobre tal cenário). A maior abertura a coligações que façam o BE ter alguma interferência na governação do país é um dos traços de uma argumentação que hoje não separa assim tanto, julgo, Ana Drago de muito outros militantes dessa força partidária. A luta interna entre a pureza ideológica-programática - mas meramente tribunícia - e a clara disponibilidade para a governação - ainda que com o risco do compromisso - atravessa a (relativamente curta) história do BE. A tendência que sugere uma maior disponibilidade para a participação em um futuro Executivo parece, hoje, ganhar terreno. Mas tal sucede quando o BE sangra com a perda de um núcleo central do seu eleitorado. Veremos, portanto, se este movimento não virá tarde (na óptica dos interesses e permanência do BE). Casa arrombada, trancas à porta.


Sem comentários:

Enviar um comentário