quinta-feira, 12 de junho de 2014

Do Senado


Hoje, em entrevista à Visão, Freitas do Amaral diz que as primárias do PS, sem mudança nos estatutos (que para ocorrerem demandarão congresso), serão completamente ilegais e facilmente impugnáveis - e, assegura, mesmo mudando os estatutos, permanecem ilegais à luz do Código Civil "e da lógica". Pergunta se o Tea Party já governa Portugal e afirma que foi infantil a reacção do Governo ao recente acórdão do Tribunal Constitucional. Mais: tal ofensiva sobre o Constitucional, abre a porta a ataques futuros ao Tribunal de Contas ou a outros tribunais, sustenta. Questiona-se se António José Seguro não está "em conluio" com o Executivo com o adiamento, para tão tarde, das eleições internas, no PS, e exorta António Costa a regressar a uma política de Planeamento - em que áreas o país deve apostar - como houve no Estado Novo e em França com De Gaulle. Ao actual presidente da Câmara de Lisboa está acometida a tarefa de demonstrar que tem uma alternativa à governação, em particular conseguindo cortar despesa sem afectar o social. Vê Francisco Louçã como candidato a PR e observa que em caso de um resultado, por parte deste, na casa dos 12 a 15%, o rosto mais visível do BE desde a sua fundação, criará um novo partido. Se Marcelo Rebelo de Sousa e Durão Barroso já se posicionaram, António Guterres deu agora sinais de que poderá fazê-lo: trata-se de "um excelente candidato". Finalmente, aduz que ou há mutualização da dívida europeia, intervenção do BCE e Plano Marshall no Sul da Europa ou o Euro e a UE vão pelos ares.


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