quinta-feira, 5 de junho de 2014

Estudar


Não vejo que solução outra, além do estudo, da leitura e reflexão, alguém que queira acompanhar, conscientemente, os tempos difíceis que vivemos pode encontrar no bom uso da cidadania. Neste sentido, e sobre o projecto europeu, e mau grado acompanhar muito do que se escreve em matéria de necessidade de maior integração política, e, suplementarmente, não obstante não ver o mínimo detalhe das consequências da saída do Euro para os portugueses mesmo entre quem a propõe – quer dizer, se não contarmos, ainda, Francisco Louçã, entre esse grupo de proponentes da saída do país da zona Euro, dado que este Professor de Economia já descreveu tais consequências, mostrando-as desastrosas para as pessoas -, não se pode deixar de atentar, na busca do caminho que iremos trilhar, em argumentos de sinal inverso ao que nos parece preferível. Neste contexto, um dos postulados mais importantes e que dá bem que pensar, nos escritos de João Ferreira do Amaral, é aquele que nos remete para o facto de que nem a mutualização da dívida + união bancária seriam capazes de arremeter contra o problema essencial da competitividade da economia portuguesa – constrangimento que ficaria por resolver. O erigir dos diferentes mecanismos federais não resolveriam, então, esta questão estrutural – podendo, até, iludi-la. Será, realmente, assim? Ou, p.ex., a harmonização fiscal, juntamente com um (maior) orçamento ‘federal’ permitiriam alavancar um conjunto de investimentos – como aqueles sugeridos por Picketty e Cª, no manifesto lançado para estas eleições – que poderiam ajudar a transformar a nossa economia e contribuir para um salto qualitativo maior, por banda desta?


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