quinta-feira, 19 de junho de 2014

Paradigmas comunicacionais (V)




Os ecrãs, tenhamos disso clara consciência, dizem-nos sobre o que conversamos (escolhemos serem os ecrãs a ditarem os nossos tópicos de conversação). O processo de classificação da mensagem e/ou informação é imediato. A classificação da experiência, na galáxia do indivíduo, deixa de ser bipolar (os que experienciam em primeira mão e o mediador profissional) e passa a multipolar (sendo que, por vezes, parece ignorar-se que as diferenças de preparação de cada classificador implicam grandes divergências ao nível da densidade da classificação, ou seja, da capacidade/capacitação de contextualização, desenvolvimento, explicação, sentido da experiência, caindo-se no que Andrew Keen classifica como “culto do amadorismo”, 2008). Como, apesar da infinita multiplicação dos ecrãs, tendemos para uma cultura de convergência (nos conteúdos a que acedemos, apesar da profusão de gadgets), não podemos negligenciar os perigos que corremos de estarmos, com este modus vivendi, a perpetuar a tal cultura do excesso do idêntico.


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