sexta-feira, 20 de junho de 2014

Paradigmas comunicacionais (VI)





Comunicação em rede significa uma constante reformulação das relações entre formatos de media, configurações interpessoais e interconectadas (tais como SMS, telemóvel e email) e mass media (tais como a televisão, rádio, jornais ou fóruns online) (Cardoso, 2013, 34/35) e a Sociedade em rede deve ser apreendida como “uma espécie de constructo social onde a estrutura da organização em rede é percebida pela maioria dos seus actores como potenciadora de todas as dimensões da actividade humana, desde a produção de cultura, ou desde o exercício de poder à classificação da experiência” (Cardoso, Idem, 28).
Crucial, neste âmbito, desenvolver uma literacia (mediática) robusta, pois “o que distingue o consumidor literato do não literato é (…) a capacidade crítica” (Paisana e Cardoso, 2013, p.42). De resto, 
“nunca é demais reforçar de que ser letrado, no séc. XXI, não se cinge a saber ler e escrever, como ocorrera no passado. Esse conceito integra também a Web e os seus recursos e ferramentas que proporcionam não só o acesso à informação mas também a facilidade de publicação e de compartilhar online. Estar online é imprescindível para existir, para aprender, para dar e receber” (Carvalho, 2008, 12). Assim sendo, “acesso, compreensão e criação de conteúdos não são, por si só, condições reveladoras de literacia para os média, mas assumem esse estatuto quando todo o processo é combinado com uma componente avaliativa do processo: a diferença entre pensar dentro de um enquadramento mediático e pensar sobre um enquadramento mediático em si é substancial” (Ibidem).



Sem comentários:

Enviar um comentário