terça-feira, 10 de junho de 2014

Tempo de avaliações


Vinte Valores

O Mestre disse: “Só esclareço os entusiastas; só guio os fervorosos. Quando desvendo um ângulo da questão, se o aluno não for capaz de descobrir os outros três, não lhe repito a lição”

Confúcio, Analectos, cap.7, 7.8.


O crítico literário perguntava se para atribuir pontuação máxima ao último romance do escritor emergente do seu país precisava de o comparar aos Irmãos Karamazov e a Dostoievsky. Em realidade, a nota é sempre perspectívica; também ela não se encontra em um puro estado objectivo de onde desce, eterna e imutável, para repousar, de modo asséptico, em uma pauta. Não desconhecemos, portanto, quanto um “15” teve, ao longo dos tempos – pensemos, em Portugal, nas últimas décadas –, um significado não uniforme (um “15” tanto podia ser muito bom, como pode ser muito pouco). Reavaliemos o tempo verbal: um “15” tem, ainda agora, um significado diverso, atendendo ao curso em causa, à escola em questão, a uma dada tradição, usos e costumes – que, como sabemos, são, também, fonte do Direito. Um “15” nunca é igual a outro “15”.


Sem comentários:

Enviar um comentário