terça-feira, 29 de julho de 2014

Determinismo (sociológico)




Para o realizador, Abdellatif Kechiche, o filme como que tem o nó górdio no momento em que Ádele conhece os amigos de Emma: a conexão, a ligação profunda, entre o “íntimo” e o “social” estaria aí presente: o amor perde-se, extravia-se, porque chocou de frente com o “espaço de pertença”, de cada uma das personagens. E contra esse lugar, nada há a fazer, ele determina-nos e não saímos dele. Nem o amor o resgataria. Para quem não seja determinista, e acredite, ainda, na liberdade, mesmo que com diversas condicionantes, a tese surge manifestamente exagerada. E, neste blog, já se escreveu criticamente, sobre o conceito de habitus (Bordieu) – ainda que, nele, se recolham elementos a considerar seriamente na explicação de comportamentos, gostos, opções. Mas fora do hábito, ainda há monge.

Sem comentários:

Enviar um comentário