quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Descrédito


Pensar-se-ia que com os meses de pré-campanha que a disputa interna do PS leva; com muita gente em férias; com as eleições primárias a aproximarem-se; com muito mal já dito entre candidaturas (sobretudo, da de Seguro relativamente a António Costa), a refrega pudesse ter algum momento de tréguas. Só que ler, hoje, o DN, p.ex., é ‘escutar’ Álvaro Beleza a falar em “jagunços” e a dizer de Mesquita Machado que “com certeza ganhou muitas eleições internas a pagar quotas de outros”. Isto sucede, neste instante, no PS, como parecido se viu noutros partidos. O facto de se atribuir o pagamento de quotas de pessoas já desaparecidas a uma grande consideração pelas mesmas é rebentar a escala da falta de pudor. O que um cidadão menos avisado sempre dirá, em qualquer circunstância, deparando-se com os sucessivos casos desta jaez é: “se os próprios companheiros de partido pensam isto deles…”.  


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