sexta-feira, 5 de setembro de 2014

As coisas são o que são


Conta-me uma amiga a trabalhar num hospital da zona Norte do país que as horas extra que (lhe) estão por compensar lhe chegavam para um inteiro mês de férias. Mas bem mais do que isso, preocupa-se, honra lhe seja!, com os que beneficiam dos seus cuidados: “Pedro, não estamos a lidar com objectos! E ao fim de não sei quantas horas seguidas, ou pouco intervaladas, ou sem folgas, já não tenho a mesma paciência e é muito complicado porque estamos a lidar com questões muito sensíveis”. Foram vários profissionais embora, e os que ficam são completamente sobrecarregados, com consequências de que provavelmente nunca ouviremos falar (enquanto causa-efeito, difícil de medir).
Fora do mundo da propaganda, a realidade, por cá, continua cruel.


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