sábado, 6 de setembro de 2014

Brasil: Presidenciais 2014 (segundo debate)




A segurança nas cadeias - tema sobre o qual Dilma mostra mão dura, na linha de uma posição de esquerda sobre este tipo de assuntos, defendida por Raffaele Simone - é um tema que raramente vemos tratado em debates desta natureza, mas que num país que em 1995 tinha 140 mil presos e hoje tem 550 mil faz todo o sentido e concentra muitas atenções (para mais, com determinados grupos sociais a terem uma presença desproporcional nas prisões brasileiras, bem como a actuação policial continua a ter um papel muito controvertido). Do mesmo modo, neste debate se percebe a importância das chamadas "questões fracturantes" no Brasil, face às quais uma clara maioria da população não segue as posições mais politicamente correctas noutras geografias (note-se que relativamente ao aborto, os mais recentes inquéritos promovidos junto da população brasileira evidenciam que esta não pretende alargar os motivos ou causas no sentido de uma maior liberalização de tal prática). Finalmente, aqui se expõem contradições da candidata Marina Silva nestas questões, bem como na 'nova forma de fazer política' - mais um slogan que termina sendo oco, além como aqui - que se traduz, como se pode ver neste debate, em não divulgação de quem financia, quais as empresas que contratam palestras de Marina, como se o ónus da explicação não estivesse na candidata. Pelo meio, muito bom sentimento e bastante populismo em vários candidatos, com o Pastor a terminar invocando Deus, algo também pouco habitual nos debates que nos chegam.

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