quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Da ideia de Universidade (II)


Quando o Curso de Estudos Gerais foi apresentado, congratulei-me com ele, como cidadão, no espaço de opinião semanal, na ufm. Agora que os seus primeiros licenciados estão aí, li com muito interesse a reportagem do Público:

"As pessoas estão na universidade não para arranjar emprego mas para serem educadas, para terem uma educação formal, no sentido do conhecimento, do saber, estruturado e organizado, de alta exigência e que as equipa, lhes dá a capacidade de serem autónomas, conhecedoras e poderem habitar uma democracia de uma forma mais séria", diz António Feijó, um dos mentores deste novo curso (...) De um ponto de vista estrito, não há propriamente universidade em Portugal. Ou seja, há excelente ensino universitário, há especialidades que são leccionadas e que treinam pessoas de modo excepcional, no domínio das engenharias, da medicina, da história; há vários domínios em que o treino é muito forte e muito bem feito. Mas esse treino é um treino vocacional. As pessoas fazem uma licenciatura monodisciplinar porque o desfecho dessa licenciatura — é sempre instrumental, aquilo serve para alguma coisa — é vocacional, é para eu exercer uma profissão (...)Aquilo a que chamamos Estudos Gerais é o que acontece em todas as melhores universidades do mundo. O facto de não acontecer na maior parte das universidades europeias só quer dizer que elas não são as melhores do mundo (...) E estas pessoas para onde iam? Para a Goldman Sachs, para uma escola primária no Novo México, para o MIT, para administração municipal em Chicago, para pastor protestante ou para o corpo diplomático na Nicarágua. Presumia-se que estas pessoas teriam uma formação cultural ampla e que sabiam escrever, pensar, e perceber um argumento".


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