segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Sair do Euro sem negociação?


Diário Económico: Não advogaria uma saída não negociada [do euro, por parte de Portugal]?

João Ferreira do Amaral: Não advogaria. Embora resolvesse o problema, passaríamos um certo...


Diário Económico: Entre o que temos agora e uma saída não negociada?

João Ferreira do Amaral: Pelo menos no momento actual. Dentro de dois ou três anos não sei. Podemos chegar a um extremo tal que mesmo uma saída não negociada faça sentido. Mas seria muito mau chegarmos a esse extremo.

(...)

Diário Económico: A saída unilateral, sem acordo, seria um cenário extremo.

João Ferreira do Amaral: Temos um caso parecido - tanto quanto estes cenários se podem parecer - que é o da Argentina. Embora a Argentina tenha saído de forma não negociada e ainda em piores condições, a meu ver, que Portugal sairia mesmo num cenário desses. Seria muito penalizante embora o problema acabasse por ser resolvido. Embora não gostasse de ver reproduzido em Portugal o que foi o ajustamento argentino durante um ano ou dois, que foi um desastre do ponto de vista social.


Entrevista concedida por João Ferreira do Amaral (com Francisco Louçã) a Bruno Faria Lopes, Diário Económico, 08/09/14, p.6-9.


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