sábado, 6 de setembro de 2014

Sucessão, linha de




Saiu da SAD do FCPorto registando, expressamente, em declaração à Lusa, que não o fazia por motivos pessoais; a questão tinha que ver, antes, com o modelo de gestão e a estratégia a seguir no clube. Foi frontal, claro, no momento da saída, sem se refugiar nas ambiguidades e nos diz que disse. Quando entendeu dar uma entrevista de fundo, não escolheu o Diário Económico, ou o Jornal de Negócios: optou, com grande racionalidade política, pelo muito futeboleiro (no melhor sentido da palavra) Grande Área (RTP Informação). Aí, falou, uma vez mais, de modo muito directo aos adeptos: o negócio do futebol não gera mais de 100 milhões/ano em clubes como FCPorto e slb, pelo que os orçamentos de tais emblemas devem proceder ao devido ajustamento, antes que sejam obrigados do exterior a promovê-lo. Lembrou que apesar de toda a retórica, o último exercício do scp resultou em mais de 80 milhões gastos. O FCPorto não ter entrado na Liga dos Campeões “seria dramático”, disse.
De resto, quando “falou para dentro”, para o interior do FCP, fê-lo num tom conciliador, amigável, expondo divergências sem entrar em confrontos contraproducentes, sem nenhum ressentimento. Saiu na altura certa, apresentando motivos substantivos para o fazer. Ao não ficar na sexta fila, colocou-se, indiscutivelmente, como membro de um jogo que a prazo será inevitável.

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