quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Clarificações




Creio que quando inicia o capítulo sobre a sociedade comercial, no seu Conservadorismo (Dom Quixote, 2014), João Pereira Coutinho apresenta/expõe a crítica formulada, em sectores conservadores, a uma sociedade de mercado. E responde-lhes, diferentemente, com uma apologia de uma economia de mercado. Como se não houvesse distinção de conceitos (entre economia e sociedade de mercado) e como se a referida crítica conservadora - nomeadamente, a invasão do mercado a esferas da vida onde as motivações podiam/deviam ser outras do que aquelas presentes no mercado - fosse formulada por autores que, em todos os casos, rejeitariam a economia de mercado (tout-court). Só, julgo, em arguindo - e demonstrando - que uma sociedade de mercado é boa, ou melhor, conforme ao conservadorismo, se objectaria a muitas das críticas propugnadas (a tal sociedade, vindas de sectores conservadores, em nome desse mesmo conservadorismo).

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