quinta-feira, 16 de outubro de 2014

(De)feito e feitio




Julguei que não houvesse necessidade de um maître à penser - e João Pereira Coutinho cita Oakeshott, no Conservadorismo - para explicar que uma coisa é a disposição, o feitio de alguém e outra a sua filiação ideológica (se assim lhe quisermos chamar). Nem sempre coincidentes. Pode ter-se uma disposição (interior) conservadora, um feitio conservador e ideias "progressistas", ou o inverso - uma disposição muito 'p'rá frentex e ideias bastante conservadoras. 
Todavia, basta um exemplo prosaico em família - "nunca pensei que a Alexandra fosse de direita, ela é tão refilona!..." - para percebermos que, afinal, era mesmo necessário puxar dos manuais para proceder ao distinguo.

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