sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Esperança (II)


Mas a esperança, diz Deus, essa sim causa-me espanto.
Essa sim, é digna de espanto.

Que essas pobres crianças vejam como tudo acontece
    e acreditem que amanhã será melhor.
Que elas vejam o que se passa hoje e acreditem
    que amanhã de manhã será melhor.
Isso é espantoso e essa é a maior maravilha da nossa graça.
E isso a mim mesmo me espanta.
Pois é preciso que a minha graça seja em verdade
      duma força inacreditável.
E que ela brote duma fonte, como um rio inesgotável.

Charles Peguy, em Os portais do mistério da segunda virtude (p.15), na nova colecção de clássicos cristãos que as Paulinas estão a publicar.

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