terça-feira, 14 de outubro de 2014

O fio perdido da meada




Os telejornais são tão longos, escorregam tanto para o supérfluo, a actualidade, por natureza, dura tão pouco que vamos perdendo o fio à meada de notícias importantes, que ficam, assim, reservadas a iniciados. Noto, agora, que foi assim (também) com a questão do resgate bancário, em Chipre. Ficara, apenas, no acompanhamento da notícia, pela decisão europeia de que os depositantes haviam de contribuir, de um modo proporcional, para o resgate. Note-se: depositantes. Logo, quem em carteira tivesse outro tipo de títulos escaparia ao corte, pelo que este assumiria carácter regressivo. De entre os depositantes, mesmo aqueles que possuíam até 100 mil€ teriam que entrar neste 'resgate' (com quase 7% do valor que possuíam). Ora, os cipriotas não aprovaram este tipo de resgate bancário. Aquilo que passou a vigorar foi análise banco a banco, com os detentores de depósitos até 100 mil€ a serem poupados ao corte.

Sem comentários:

Enviar um comentário