domingo, 5 de outubro de 2014

Política (II)





Teoria geral de Piketty:

Se, no século XX, um crescimento económico de 5% ao ano entre 1930-80 permite um crescimento acentuado da carga fiscal e concomitante despesa pública, sendo que as carências em áreas como a saúde ou educação são imensas, com apoio cidadão, quando nas décadas de 80-90 o crescimento, em muitos lados, não ultrapassa o 1%, então o aumento da carga fiscal pode conter um claro carácter regressivo – embora a engenharia ao nível dos vários impostos, e, bem assim, o aumento da sua progressividade possa não implicar aquela realidade. O melhoramento em algumas das áreas anteriormente mais carecidas, faz com que não haja tanto incentivo ou aceitação de carga fiscal mais elevada nestas últimas décadas antes dos anos 2000. Se não se procurar a melhoria, susceptível de ser representada para o público, de cada serviço – mesmo partindo de não incremento da dotação orçamental para este -, a própria ideia de Estado Social pode correr perigo (mesmo na Europa).



Cada país com sua especificidade, diríamos, ainda assim: diversidade de pontos de partida, entre diferentes países europeus, por exemplo, na área da educação no princípio dos anos 80 (para lá, claro, das performances económicas). Satisfação de necessidades como esta igualmente bem diversificadas no tempo, em geografias diferenciadas. E, neste anos mais recentes, não se trata de pretender expandir, mas de evitar uma desqualificação dessas áreas – como a saúde e a educação. Não se mantém, pura e simplesmente, pela natureza das coisas, o status quo: em cada momento, há competição de ideias, de valores, de interesses que fazem com que tais áreas tenham maior, ou menor, possibilidade de não se degradarem.


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