terça-feira, 7 de outubro de 2014

Política (V)


Quando olhamos para o nível de (sub) desenvolvimento de alguns países pensamos no estado da sua educação, saúde, segurança social, transportes públicos, etc. Em várias nações africanas, ou do sudeste asiático, por exemplo, podemos constatar que, em cada uma daquelas àreas, as insuficiências são gigantescas. O que, porém, nem sempre notamos, por entre as causas de tais situações, é o nível de tributação da riqueza produzida em tais paragens. Se, nos países ricos, a média poderá rondar uma escala os 35-40% desde os anos 1980-1990 (p.735, O capital no século XXI), na África subsariana e no sul da Ásia essa fiscalidade baixou para 10% no mesmo período. Com tais níveis de tributação, impossível é ir além (do pagamento) das funções de soberania. Piketty deixa este subsídio quando fala das limitações que, por vezes, encontra na economia do desenvolvimento: sem um substantivo estado fiscal e social, muitos serviços do Estado não serão bem prestados e, em assim sucedendo, é o próprio Estado, ele mesmo, a ser colocado em causa.

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