terça-feira, 18 de novembro de 2014

Gago


Se havia personagem que, ao nível dos governos mais recentes que temos tido, parecia estar no Olimpo da unanimidade (favorável) era Mariano Gago (até pelo que foi a política científica subsequente). Agora, nas palavras de Adriano Moreira reproduzidas por Vítor Gonçalves - em livro, Este é o tempo, acabado de sair dedicado ao académico português de Grijó, Macedo de Cavaleiros -, Mariano Gago é contundentemente zurzido (apodos como maoísmo) e mesmo a sua política claramente criticada (beneficiou foi os americanos para onde os portugueses foram investigar e de onde não voltaram, acusa Adriano Moreira). Neste livro, há histórias, anteriormente contadas em abstracto, sem que os autores/participantes fossem identificados - como a reunião, onde foi corrosivo com Gago, a quem acusa de má criação, que a abandonou a meio; por exemplo, esta história, entre outros lugares, já tinha sido referida na conferência do Cais da Vila, em Vila Real - e que agora, com menos parcimónia e mais à-vontade de linguagem, nos são trazidas de modo iconoclasta.

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