quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Livro das horas (II)


Não te podemos arbitrariamente pintar,
a ti, alvorecer, do qual a manhã brotou.
(...)

Formamos imagens de ti como paredes de permeio;
de modo que mil muros de ti fazem rodeio.
Pois a ti escondem nossas pias mãos,
todas as vezes que aberto te vêem nossos corações.

Rainer Maria Rilke, Livro das horas, tradução Maria Teresa Dias Furtado, p.33

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