sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Muito à frente

Resultado de imagem para black mirror

Guardo os primeiros dias do novo ano para assistir a Black mirror: de facto, (uma série) muito à frente. A ideia de, em ficando a pessoa com pena privativa de liberdade, em vez de encerrada numa cadeia, poder ser bloqueada por, ou para, todos os outros, não apenas assinala uma espirituosa e arguta analogia com o digital (facebookeano), como, na ideia da fusão do biológico com esse mesmo digital, inscreve no horizonte a possibilidade, tantas vez demandada, de superação da prisão (enquanto edifício). Sendo que, não menos importante, a prisão passa, então, a significar, neste contexto, a abolição de qualquer relação (que não a estabelecida consigo mesmo). Parece que o inferno - afinal não são os outros - nunca foi outra coisa.

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