segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Do fim de semana


Na mais recente sondagem, na Alemanha, o SPD, ora liderado por Martin Schulz, aparece à frente da CDU, de Angela Merkel, com uma distância considerável: 49%-38%. Ainda não há programas eleitorais. As eleições estão a muitos meses de distância. Há um efeito, habitual, de uma certa expectativa com o novo líder da oposição. Em duas semanas, o SPD alcançou 4500 novos militantes. Schulz liderou uma pequena câmara municipal, de onde partiu para Bruxelas, onde terá tido gastos excessivos com o gabinete e colocação de alemães em lugares importantes, em nomeações da sua competência ou influência. A hipótese de um acordo com os Verdes e o Die Linke coloca-se, ainda que a maioria dos votantes do SPD, nos inquéritos de opinião, rejeitem esta possibilidade. Segundo o Liberation, Hamon vem a Portugal estudar a experiência governativa em vigor (sua base de suporte político). O Expresso, do último Sábado, fez manchete com uma política substantiva - as mudanças na Educação -, preferindo policy a politics - sendo ambos indispensáveis em democracia, a hierarquização não necessita de ser, todos os dias, a inversa desta.  Depois de tanto empreendedorismo, depois de tanto vilipendiar aqueles que se dedicam (ao estudo da) História, depois da diminuição curricular desta, ou da Filosofia, recolocar a importância de disciplinas como estas em um currículo - e, antes deste, e da sua ponderação, em uma leitura de fundo coordenada por uma personalidade como Guilherme d'Oliveira Martins, sobre a ideia de humano que subjaz a qualquer paideia, e de aí com que comunidade nos confrontamos no delinear de opções aptas a poder contribuir para a sua emergência - e, mais do que isso, em lhe proporcionar direito de cidade (!) é um dos pontos que, desde há vários anos e mais do que um Governo, estávamos necessitados.

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