sexta-feira, 17 de março de 2017

Inteligências múltiplas


Howard Gardner, o psicólogo que propôs, em 1983, a teoria das inteligências múltiplas - quer dizer, não é o QI que importa medir, mas, bem melhor, cuidar das diferentes inteligências, que estão presentes em diferentes pessoas, e potenciá-las; assim, também a escola devia atentar nessa diversidade: inteligência linguística (capacidade de compreender, usar e explorar a linguagem falada e escrita); inteligência lógico-matemática; inteligência musical; inteligência cinestésico-corporal (p.ex., capacidade de comunicar através do corpo; presente especialmente em actores, bailarinos, desportistas); inteligência espacial (p.ex., habilidade para organizar o espaço; arquitectos ou escultores possuem essa capacidade, p.ex). Em 1999, Gardner acrescentaria à sua lista, num novo livro (Intelligence Reframed) a inteligência naturalista (aptidão para diferenciar as espécies, encontrar padrões na natureza; p.ex., botânicos ou biólogos) e a inteligência existencial (capacidade de reflectir acerca da nossa própria existência e da relação do Homem com o mundo. Pessoas que se questionam sobre o propósito da nossa existência no Universo, que relacionam o pequeno e o infinito, que se debruçam sobre as grandes questões filosóficas). Diz Rui Lima: provavelmente, esta última é a que menos encontramos na escola (demasiado centrada, ainda, nas duas primeiras inteligências, aqui mencionadas).

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