
Um estudo de Scott Freeman e de um conjunto de outros investigadores (2014) trouxe alguma luz ao debate sobre quais as estratégias mais eficazes para os alunos. De acordo com o autor, a taxa de reprovação de alunos de cursos relacionados com Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), que aprendem segundo uma metodologia de aprendizagem activa, ronda os 21,8%, enquanto os alunos sujeitos a uma metodologia mais tradicional, expositiva e centrada na transmissão de conhecimentos por parte do professor é de 33,8%, representando um aumento de 55% na taxa de reprovação. Além disso, mostrou que a pedagogia construtivista, baseada na participação ativa dos alunos na aprendizagem, era mais eficiente, independentemente do número de alunos por turma, ainda que nas turmas mais pequenas fosse mais eficaz. Mas um dos dados mais relevantes neste estudo revela que uma pedagogia activa pode significar um acréscimo de 6% na nota final do exame dos alunos destas àreas científicas. Quem trabalha com crianças em idades muito precoces, como pré-escolar ou primeiro ciclo, conhece esta realidade e sabe bem a importância de os alunos aprenderem fazendo, explorando materiais manipuláveis e relacionando as suas aprendizagens com o mundo real.
Rui Lima, A escola que temos e a escola que queremos, Manuscrito, 2017, p.39
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