quarta-feira, 19 de abril de 2017

Exploração


Em Espanha, 1700 casas de alterne movem uma economia de 5 milhões de euros por dia. O país vizinho é aquele em que na Europa mais procura há de prostituição (o terceiro, a nível mundial). As alterações à lei, nos últimos anos, por parte de nuestros hermanos, tem permitido libertar um conjunto de pessoas, mas, ainda assim, dizem os peritos, é preciso criminalizar o proxenetismo (em qualquer situação). El Pais publicou um acervo de reportagens neste âmbito, esta semana, muito impressivas, com mulheres nigerianas, caçadas nas suas aldeias natal, domesticadas com recurso ao vudu, vítimas de tráfico e violação, colocadas sob resgate - uma enorme dívida que nunca mais podem pagar - e com o medo permanente, incluindo do que suceda com seus familiares, além de, em muitos casos, a quando de gravidezes resultam filhos, estes são-lhes retirados e enviados para outras localidades, em mais uma forma de chantagem (tenebrosa). Além de mulheres nigerianas, romenas e chinesas são as maiores vítimas desta violência, a que muitas vezes há ainda o suplementar problema de em julgamento, nem tradutores se encontrarem dado, por exemplo, algumas destas senhoras apenas falarem o dialecto local (de origem).

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